BASE ECONÔMICA E AMBIENTE INSTITUCIONAL

A base econômica é um conceito elaborado pelo ganhador do prêmio Nobel de Economia em 1993 Douglass C. North. Ele partiu do princípio de que  uma região é constituída por um conjunto de atividades com diferentes funções:

 

  • atividades base ou motrizes: responsáveis por estimular a entrada de capital na região por meio de trocas comerciais externas;  
  • atividades secundárias ou domésticas: formam as cadeias produtivas - efeito de encandeamento -  e atendem as demandas internas. 

 

Regiões marginalizadas geralmente são aquelas que possuem uma quantidade limitada de atividades motrizes e secundárias.  Douglass C. North, no final da década de 1980, analisou como essa estrutura se perpetuou nos países latino-americanos apesar dos investimentos externos. Concluiu que a existência de instituições ineficientes impossibilitaram que esses ganhos econômicos beneficiassem a população. Por isso, ele frisou a importância de um ambiente institucional que proteja os direito de propriedade, motive os seus residentes a trabalharem por melhores salários, e empresários a criarem e ampliarem as capacidades produtivas existentes.

 

Atualmente, existem muitos estudos, na qual destacamos "Por que as nações fracassam?" de D. Acemoglu e J. Robinson,  que apontam as instituições como os principais responsáveis por ampliarem os ganhos advindos das bases econômicas regionais e  promoverem o BEM-ESTAR SOCIAL. 

 

Figura 4.jpg

De acordo com o esquema, o ambiente institucional influencia na manutenção do dinamismo da base econômica regional, e, ao mesmo tempo, difunde as novas atividades dentro dos seus dominíos. Para que realize esse procedimento, é fundamental que os seus participantes tenham percepção de que o mercado global se encontra em constante mudança. Sendo assim, as instituições têm que se atualizar e se transformar ao longo do tempo, cenário que só é possível de se concretizar com informações precisas.